Florianópolis, capital de Santa Catarina, não conquistou o apelido de “Ilha da Magia” apenas por suas praias paradisíacas e belezas naturais. O título está fortemente associado às histórias de bruxas, fantasmas e lobisomens trazidas pelos açorianos que colonizaram a ilha e foram transmitidas ao longo das gerações.
As histórias sobre as bruxas de Florianópolis começaram a surgir no século 18, quando a ilha ainda era um pequeno vilarejo de pescadores. Segundo relatos históricos, mulheres acusadas de feitiçaria eram enviadas para Florianópolis por Portugal como forma de exílio, dando origem a inúmeras lendas que permanecem vivas até hoje.
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As pedras de Itaguaçu: o baile que virou maldição

A lenda mais famosa da ilha
A lenda mais famosa é a das pedras na Praia do Itaguaçu, na região continental de Florianópolis, onde uma placa da prefeitura sinaliza o local como “Bruxas de Itaguaçu”.
A história conta que as bruxas viviam disfarçadas entre a população local. Após uma delas participar de uma grande festa da alta sociedade, as outras ficaram empolgadas e decidiram organizar sua própria celebração, sem necessidade de disfarces. O grupo organizou uma festa e não convidou o diabo, alegando que ele cheirava a enxofre.
O único excluído da festa foi o Diabo, porque ele fedia a enxofre e as obrigava a beijar o seu rabo como sinal de respeito e poder. Quando descobriu sobre a festividade, ele ficou furioso. Em vingança, ele transformou todas as bruxas em pedras. Até hoje, as formações rochosas que embelezam a Praia do Itaguaçu seriam essas bruxas petrificadas.
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Lagoa da Conceição e Lagoa do Peri: um amor proibido

A lenda romântica da ilha
Uma lenda de amor conta a história entre um indígena chamado Peri e uma bruxa chamada Conceição. Peri era filho de um cacique que se apaixonou por Conceição, uma bruxa da ilha.
As tribos de Peri e as amigas de Conceição proibiram o relacionamento, mas o casal ignorou as ordens. Quando descobriram sobre a desobediência, as bruxas transformaram Peri em uma lagoa de água doce, localizada no sul de Florianópolis.
Conceição, de tanto chorar, formou uma lagoa de água salgada com suas lágrimas. Assim surgiram dois dos pontos turísticos mais famosos da capital catarinense: a Lagoa do Peri e a Lagoa da Conceição.
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As bruxas brincalhonas: travessuras noturnas

Histórias de pescadores e cavaleiros
Conforme as lendas, as bruxas faziam nós nas crinas dos cavalos e os roubavam para voar com eles durante a noite. Uma das lendas também fala das bruxas que roubavam barcos de pescadores e os levavam para outras ilhas da região.
Uma história relatada por moradores antigos ilustra bem essas travessuras. Um avô pescador percebia que sua canoa desaparecia nas noites de lua cheia. Ele achava que era um amigo pegando emprestado, mas o mistério se repetia por meses. Quando deu meia-noite, chegaram mulheres rindo, pularam para dentro da canoa, pegaram o remo e foram remando até uma ilha.
Franklin Cascaes: o guardião das lendas

O folclorista que imortalizou as bruxas
Franklin Cascaes foi um pesquisador da cultura açoriana e artista que se empenhou na manutenção de personagens fantásticos da Ilha e região. Sua obra é fundamental para preservar essas narrativas folclóricas.
O livro “Lendas da Ilha de Santa Catarina”, escrito por Bebel Orofino e Gelci José Coelho, conta sobre as bruxas brincalhonas que moravam na ilha. Esses registros mantêm viva a memória cultural de Florianópolis.
Outras lendas místicas da ilha
Lobisomem de Ratones
Segundo as lendas, o lobisomem de Ratones seria um homem amaldiçoado pelas bruxas de Florianópolis, que se transformava em todas as noites de lua cheia e atacava os moradores da região Norte da ilha.
Ilha de Anhatomirim
As lendas da Ilha de Anhatomirim contam sobre um lugar assombrado com fantasmas de pessoas mortas no local após a Revolução Federalista, quando mais de 180 pessoas foram fuziladas.
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A verdade por trás das lendas

Benzedeiras e perseguição às mulheres
Pesquisadores reconhecem a visão patriarcal que existe em alguns contos do passado. As mulheres que foram chamadas de bruxas eram, na verdade, benzedeiras silenciadas.
Mulheres benzedeiras eram consideradas bruxas e também foram excluídas e até mesmo punidas por conta da visão patriarcal e sexista da época. Muitas dessas histórias refletem o medo e a incompreensão em relação a mulheres com conhecimentos sobre ervas medicinais e curas naturais.
As lendas hoje: turismo e cultura
Essas histórias se tornaram parte do patrimônio cultural e turístico de Florianópolis e hoje são grandes atrações da cidade. Diversos pontos turísticos da ilha carregam essas narrativas, tornando cada visita uma experiência cultural única.
O Dia das Bruxas em Florianópolis ganha um significado especial, conectando visitantes e moradores ao rico folclore local. A Ilha da Magia continua encantando gerações com suas histórias místicas, mantendo viva a memória dos colonizadores açorianos e a identidade cultural catarinense.
Dicas para conhecer a ilha da magia
Pontos Turísticos das Lendas:
- Praia do Itaguaçu: visite as pedras das bruxas petrificadas
- Lagoa da Conceição: conheça o cenário do amor proibido
- Lagoa do Peri: explore a natureza e a história de Peri
- Bairros Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa: históricos bairros açorianos
- Fortaleza de Anhatomirim: local de lendas sobre fantasmas
Melhor Época para Visitar: Florianópolis recebe visitantes o ano todo, mas o Dia das Bruxas (31 de outubro) oferece eventos culturais especiais relacionados às lendas locais.











